sábado, 18 de outubro de 2014

Reflexões de flashbacks canábicos fora de hora: amei, com todas as minhas forças, de uma maneira totalmente desprovida de amor até hoje.

E amor é, num limite, respeitar a humanidade do outro.

É nada menos que impressionante perceber agora na minha postura supostamente romântica o quanto não pude amar de fato.

E o quanto amar é desafiador e raro. É uma forma de perfeição que só somos capazes de experimentar glimpses, pela nossa própria humanidade.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Uma festa que reúna todos os meus amantes e amores, de hoje e do passado. Cada um tem algo que queima no fundo dos olhos, cada um tem um bicho selvagem no peito. Todxs que amo, todxs que já amei. Acho até que sairia uns casamentos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

domingo, 12 de outubro de 2014

Ele tem um barco no peito
Que apenas se entrevê por trás dos pêlos
Suas dimensões exatas
Seguem um mistério

Eu digo que é um poema pronto
Ele me diz que é um barco numa tormenta
Quando cansados, fizemos silêncio
E pude escutar seu motor.

Rrrrr... som de preguiça e satisfação.
Rrrrr... barquinho num cais sem desligar o motor
Ele diz que quer viver no mar
Sem se dar conta que o leva consigo.