Vou me educando ao ritmo lento dos seus passos. Você parece aprender a andar. Eu ofereço a mão, mas até isso você recusa: tem razão, talvez eu te puxasse um pouco mais além da sua segurança de ver onde pisa.
Você é como meu gato persa, me ensinando sem querer a arte da paciência, com sua independência hesitante que não posso contornar.
Embora esteja louca pra correr, preciso reconhecer: seu caminhar é belo e respeitável. Pouco entendo dele e pouco você pode explicar. É preciso confiar um pouco além do que meu espírito arisco se habituou.
Amar você exige movimentos pensados e um pouco de fé, que invento todas as noites.
Até nos encontrarmos e sermos nós, teremos saído bastante de nós mesmos.
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