Agora, de perto, vejo
Quanto de gato
Há no leão.
Silencioso
Tem uma noite no fundo da voz
Que nunca se revelará
Totalmente.
Me confessa, então:
Você nunca foi um leão.
Mas seu gato é esperto
E representa bem a realeza,
Quando necessário
Ou conveniente.
Como se tratam os gatos
Observo você e suas vontades.
Que criaturas mais haverá
Debaixo desse cabelo
e por traz do sorriso ambíguo?
Seus olhos são puxados demais,
Castanhos demais,
Pra me darem pistas.
Mas só um herege
Não agradeceria.
Obrigado, Deus,
Pelos seres inomináveis!
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